segunda-feira, 6 de novembro de 2017


Zelota
A vida e a época de Jesus de Nazaré

Autor: Reza Aslan

´´No entanto, algo inesperado aconteceu na minha tentativa de salvar as almas do mundo. Quanto mais eu sondava a Bíblia para me armar contra as duvidas dos incrédulos, maior era a distancia que eu descobria entre o Jesus dos evangelhos e o Jesus da história - entre Jesus Cristo e o Jesus de Nazaré.`` pág. 12.

Reza Aslan através de sua obra nos dá a oportunidade de conhecermos  os aspectos históricos que marcaram a época de Jesus, mostrando  o que de fato aconteceu e o que é fantasia.  Ele claramente  faz a distinção entre um Jesus criado e um Jesus histórico.

Segundo o autor, o Jesus histórico não tinha nada a ver com um pacificador, ´´dar a outra face``, ao contrário, ele era o revolucionário de sua época que lutava a favor de seu povo. Sempre temos uma pessoa que se eleva a outros, por exemplo tivemos Sidarta Gautama, Adolf Hitler etc, pessoas que marcam gerações, tornando-se inesquecíveis.
O mesmo acontece com o Jesus, porem com o passar dos tempos foram acrescentando, fantasiando a história.



No quesito fé, as pessoas acreditam naquilo que querem. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Adeus à Humanidade _de Marcia Rubim

                             

Tendo os pais separados, Stephanie viaja para Miami afim de visitar o seu pai, este um hematologista  muito conhecido. Estando com o seu pai, Stephanie se formou em Enfermagem e sendo asssim passou a morar no Estados Unidos.
No decorrer da história, alguns fatalidades acontecem, lamentavelmente Otávio que era padastro foi assassinado, deixando a família de Stephanie numa situação desagradável financeira e emocionalmente. E infelizmente o pai de Stephanie está desaparecido.

Stephanie era uma jovem comum, sem muitas responsabilidades, no entanto quando ocorreram essas dificuldades, ela teve que se tornar responsável. Precisou cuidar do Juninho (irmão caçula), e de sua mãe.

Ao voltar para o Rio, ela não conseguiu um emprego na área da saúde, sendo obrigada  a passar uma temporada em São Paulo, pois uma conhecida da única amiga dela  conseguiu  uma vaga em um hospital.  É aqui, que a emoção começa. *.*

Começando a trabalhar no hospital, Stephanie tem o azar e sorte de encontrar com o Dr. Richard.
(suspiros) Nas palavras de Stephanie e de muitas enfermeiras, Dr Richard era grosso, sério, muito lindo, resposável, rigído e gostoso. Uau! pelo menos é o que dá pra imaginar (risos) Ele fazia o papel de vilão discretamente apaixonado.
A verdade é que Richard não tinha interesse nas mulheres que apareciam tampouco o desejo ou vontade de se expressar (em outras palavras ele não tinha razão pra viver). Mas quando Stephanie apareceu, repentinamente esse controle mudou.  E nem ele soube lidar com essas alterações, e  nisso  fez de tudo para não mudar o jeito de ser, até chegar ao ponto de ser tão ignorante com Stephanie, magoando-a. Mas quem é que controla o danado do coração?
Não foram poucas as vezes que Richard salvou Stephanie de apuros, apesar de tudo Richard tem um lado muito doce e sua preocupação em relação a ela demonstra isso.

Richard lutou contra si, contra os sentimentos que invadiam seu coração congelado. Negara a si mesmo o prazer e a honra de ser amado e de amar. O seu medo tão claro quanto a razão fala alto, desmonstrava confiança para não mostrar a fraqueza que tinha e o que de fato ele é.

Mas houve uma última vez, uma última chance a si mesmo, na festa do hospital Richard obriga Stephanie a dançar com ele. Mas ela foge e ao descer pelas escadas, tropeça e cai, desmaiando em seguida...

Quando abri os olhos, estava deitada numa cama confortável, em algum lugar que eu não conhecia.  -Que estranho...Onde estou? -interroguei-me confusa. A confusão ficou bem maior quando virei o rosto e descobrir quem estava ao meu lado.
-Está se sentindo melhor ? - perguntou o Dr. Richard, afagando os meus cabelos com o olhar preocupado.
Voltei a fechar os olhos e virei a cabeça de lado, praticamente resmungando sozinha:
-Ah, não? Você no meu sonho novamente, não? Assim nem psicóloga vai dar jeito, vou acabar procurando um psiquiatra!
Um breve silêncio se fez. Ao forçar  outra vez a abertura das minhas longas pestanas, notei que ele ainda continuava ali.
-Andou sonhando comigo? - sua voz, surpresa, soou nítida demais, bem como aquela sensação de mão gelada retirando uma mecha de cabelo do meu queixo.
Estiquei o braço, receosa, até encostar os dedos na sua face, e ao constatá-la palpável, recolhi num susto. Então, não estou sonhando? Tapei o rosto com as mãos em desespero.
Putz! Não acredito no que fiz! Acabei de me entregar!

Imagino essa cena como acordar com um anjo ao seu lado.

Beijos ardentes de tirar o fôlego, os abraços, os olhares, o momento de prazer, as palavras ditas,  (você acaba imaginando cada cena) você sente a emoção.

Infelizmente, ela descobre da forma difícil o que ele é, e sua reação (bom, até eu reagiria assim) é sair correndo, fugindo (de novo), sem dar chance a ele de se explicar.
Mas, graças a Ava (irmã de Richard) que vai atrás de Stephanie e lhe conta explicando a história e sendo assim a heroína de um futuro relacionamento (palmas para Ava) ( já disse a Marcinha, escreva um livro só dela, Ava merece!). Stephanie corre até o aeroporto com Ava para impedir que Richard vá embora, e  entre choros e apertos no último momento ela diz que o ama, melhor dizendo ela grita.

Existia um vazio em Richard e quando ele conheceu Stephanie, ela o completou e vice-versa. Stephanie é uma mulher que até aquele momento só gostaria de poder ajudar muito mais a sua mãe e encontrar o seu pai. E Richard fazia por onde ´´aparentemente`` desprezá-la. É fogo, quando você se apaixona! O amor é o veneno e a cura de uma alma. É a razão e a perda. É o tudo e o nada. Eita, que sentimento complexo! entendo porque o amor às vezes é o ódio.

Eles se gostaram e se amaram desde a primeira vez que se viram, só nunca tiveram a coragem de demonstrar. Mas, como todo sentimento de amor tem que ser provado, e este não é exceção...Richard é a cura de Stephanie e ela é a morte dele. E então, (oxi, que escritora má)...Richard pode e dá tudo que tem dentro de si, seus sentimentos, seus medos, seu amor por Stephanie. Aquele doutor ranriza, ignorante, agora é um homem amado, feliz, completo e fazendo a Stephanie a mulher lindamente feliz.
 O que seria de nós, sem este belo sentimento chamado Confiança? Este que salva vidas que estão tão perto quanto principalmente longe. Este, que por sua vez, faz jus a fidelidade não deixando assim morrer a Esperança.

E aqui é exatamente assim, em meios as tantas provações, chegou a vez de Richard provar se realmente vale a pena viver a sua maneira este amor. Ou perdê-la de uma vez por todas.

E Stephanie tão apaixonada, sempre decidida, decidiu viver com ele, mesmo que isso custasse o fim de um relacionamento que por tudo tem como dar certo. E sem tem? Se pela razão, ele é a cura para ela, e ela a morte para ele, e um sendo um fim para o outro, ambos serão eternos em seus corações e lembranças. Pois o que se faz por amor, nunca é em vão.

Sentimentos quentes, a cura de muitas pessoas, inclusive a dela.  E Richard tem sua escolha e Stephanie a dela, qual vai prevalecer?

Adeus à Humanidade! 

Será que posso dizer: Bem vinda eternidade?

Recomendo esta bela literatura brasileira!

 Marcia Rubim, você arrasou!